domingo, 5 de outubro de 2014

O Nome Mágico




Fernando Liguori


O presente ensaio faz parte da série de artigos intitulados «Magia no Dia-a-Dia». A construção destes textos trata da aplicação da magia na vida diária, familiar, demonstrando aos magistas no início de carreira que a magia é a vida diária. Portanto, tratarei de temas como a construção das armas mágicas, a abertura de uma zona de poder, a construção de um templo ou santuário, auto-iniciação, construção de rituais, consagração do lar, criança mágica, casamento entre magistas, vivendo a magia no casamento, o feitio do diário mágico etc., temas simples, mas de importância fundamental para fundamentação prática da magia.


Você está entrando em um universo de aventuras e descobertas. Ao escolher pelo caminho da Arte Régia inúmeras possibilidades se abrem a sua frente. Portanto prepare-se, você está prestes a assumir as rédeas de sua vida e se tornar o arquiteto de seu universo. Este é o caminho dos «poucos & secretos»[1] e nele todo poder é dado. Ocultos e retirados,[2] cada um de nós secretamente e silenciosamente conversamos com os deuses e aprendemos a ser cocriadores e cosmonautas de inúmeras realidades distintas. Bem vindo a Magia no Dia-a-Dia.

Magia, antes de qualquer definição, trata-se de um intenso esforço pessoal. Ela está presente em cada aspecto e em todas as circunstâncias da vida. É uma maneira diferente de ver a vida, de perceber o que está além, o que está oculto e buscar o verdadeiro significado de nossa existência e expressão no mundo. Magia é mais que uma prática, é um estilo de vida que nos torna testemunhas do poder vivo do universo que flui através e compõe todas as manifestações animadas ou inanimadas. Portanto, o magista executa sua arte no dia-a-dia, nos acontecimentos mais triviais. Não se trata de formular operações e rituais intricados. Antes, é um olhar distinto em relação à realidade.

A pessoa pode ser formalmente treinada em um ou mais sistemas como a Qabalah, Wicca, Magia Salomônica, Enochiana etc.; pode fazer parte de um pequeno grupo ou sociedade altamente estruturada como a Golden Dawn, a Maçonaria, a Rosa Cruz ou Ordo Templi Orientis «O.T.O.». Senão, pode ter a sorte de ser educada por um professor particular com mais experiência e proficiência na Arte. Entretanto, como magista, você tem apenas um universo a ser trabalhado e um universo com o qual irá trabalhar: você mesmo. Não importa quais sejam as circunstâncias, quando chega o momento de executar a magia, ela pode somente ser executada por e através de você. Somente você poderá construir o santuário prístino que transmitirá a chama do Sagrado Anjo Guardião, um relicário da mais alta preciosidade.

Uma das «ferramentas» disponíveis ao trabalho mágico-espiritual é o «nome mágico». É necessário fazer desde já uma distinção entre «nome mágico» e «nome espiritual». Embora as duas expressões tenham o mesmo significado para alguns hermetistas, na verdade representam coisas distintas. O nome espiritual geralmente é dado ao discípulo pelo guru. Um guru é um mestre realizado ou liberto em vida «jīva-mukta». Neste nível de desenvolvimento espiritual, ele é capaz, através do ājñā-cakra, de conhecer o karma e o svadharma do discípulo. Quer dizer, ele é capaz de ver as «dívidas» acumuladas e a expressão da Verdadeira Natureza do discípulo. Com este conhecimento ele é capaz de prover um nome que se ajuste as condições pessoais de cada buscador, um nome que esteja alinhado com a Verdadeira Natureza e que portanto reflete a expressão mais sutil da Verdadeira Vontade ou a luz interior do Sagrado Anjo Guardião.

O nome mágico funciona como um saṅkalpa. Vamos esclarecer este termo. Um saṅkalpa é uma energia focada e concentrada da mente. Este poder ou força da mente tem de ser domado, subordinado e canalizado. E isso não é fácil! A vida é uma expressão da mente. É a mente que guia cada ação e reação, ideia e pensamento, desejo e expectativa. A função do saṅkalpa é mudar a qualidade e a expressão da mente. A validade inerente ao saṅkalpa é sua eficácia, pois qualquer expressão, injunção ou afirmação que não mude a qualidade e o comportamento da mente não passa de um pensamento, um desejo ou devaneio onde o sonhador acorrentado torna-se incapaz de realizá-lo na vida.

O saṅkalpa é uma declaração curta e positiva, uma afirmação repetida mentalmente enquanto o magista programa seu subconsciente. Da mesma forma que as grandes empresas anunciam seus produtos para plantar as sementes do desejo no subconsciente dos consumidores, sementes positivas podem ser plantadas no subconsciente com a prática do saṅkalpa, afetando nossas ações e manifestando profundas mudanças em nossa vida. A palavra saṅkalpa é derivada de duas raízes sânscritas: sam que significa união ou estar junto e kalpa que significa possibilidade – qualquer possibilidade na existência. Quando o saṅkalpa é usado, a consciência se dirige a uma possibilidade particular que existe no interior, apresentando uma meta que, com o uso repetido, vai gradualmente se manifestando.

O mesmo ocorre com o nome mágico. Ele representa uma meta interior a ser conquistada, um objetivo a ser alcançado. Por essa razão, inúmeros hermetistas, de tempos em tempos, assumem nomes mágicos distintos, cada um representando uma fase na evolução do magista bem como as conquistas e níveis de consciência que cada um alcançou. Às vezes, mais de um nome é assumido, representando trabalhos espirituais distintos. Quanto mais o nome é entoado, ele energiza e condiciona o subconsciente a se expressar em concordância com a vibração, inundando o complexo psíquico do magista com a energia extraída do subconsciente.

Geralmente, o nome mágico tem sempre um valor numérico equivalente. Os números podem significar ao magista o que ele deseja que eles signifiquem dentro de seu universo mágico. Eles possuem existência relativa, não realidade absoluta. Portanto, números podem ser utilizados como mecanismos mágicos para invocar energias latentes específicas na consciência do magista. Eles podem ser vistos como entidades com identidade ou personalidade objetiva aparente, pois estão em harmonia com os poderes projetivos do magista.

O poder dos números não reside nos números, mas sempre e somente no magista. Se sua mente estiver bem equipada com números mágicos, quer dizer, números significativos a ele, não existe limite, quantitativamente falando, aos mundos que ele pode construir a partir destas energias «śaktis». Esse é o racional acerca da numerologia como uma arte distinta da mera interpretação padronizada de probabilidades fenomênicas. O magista não tem o objetivo de predizer o futuro, o que implicaria que ele já existe, mas apenas criá-lo de acordo com as leis de seu universo mágico.

A ciência numérica a que me refiro aqui é a gematria. Este é um método qabalístico de assinalar valores numéricos a letras, utilizando esses valores para determinar equivalências numéricas de palavras e frases. O número produzido através do cálculo gemátrico é a chave para o significado mágico da palavra, quer dizer, ele provê um significado de dimensão mais profunda da qual a palavra é apenas um véu ou máscara. Portanto, a gematria é a ciência e a arte de projetar outros mundos ou ordens de seres em harmonia com as vibrações simbolizadas pelos números.

Mas esse não é o mecanismo principal. Números podem ser apresentados aleatoriamente, irracionalmente ou em conexão com circunstâncias aparentemente incongruentes. Por exemplo, podemos ver a frequente recorrência de um número que possui, para nós, associações pessoais, como o número da casa em que nascemos ou que vivemos uma grande história de amor, prazer ou desgosto. Nesse caminho, o número torna-se uma expressão viva da energia contida na experiência. Ele se torna carregado por um efeito que pode ser transformado em energia mágica, utilizada para redespertar estados emocionais através de uma cifra. O processo pode ser desenvolvido atribuindo arbitrariamente qualquer evento a um número que cria um «futuro» que pode ser utilizado para reativar o passado. Através da gematria o magista é capaz de se expressar através de um universo-expandido, manipulando eventos de seu universo mágico.

Antes de iniciar a busca por um nome mágico, gostaria de lhe propor uma reflexão. O seu nome de batismo constitui seu primeiro nome mágico. É com ele que você tem lidado toda sua vida. Nos termos da palavra, nada é mais íntimo. Assim, antes de descobrir o universo intricado dos nomes mágicos e seus significados, descubra a magia intrínseca de seu próprio nome.

Eu era apenas um garoto de oito anos quando tive minha primeira experiência espiritual. Chamei essa experiência de A Visão de Deus e ela mudaria radicalmente o curso dos eventos em minha vida.

Morávamos eu e minha mãe em um apartamento pequeno no centro da cidade. Para cuidar de mim, ela trabalhava três turnos e quase não tinha tempo de ficar em casa. Um dia à noite, quando ela estava trabalhando, fui até seu quarto e abri a janela. O céu estava negro, sem estrelas, salvo uma, que brilhava intensamente. Aquela estrela radiante me chamou a atenção, mesmo bem pequenininha. Por alguns instantes, me vi olhando fixamente para a estrela. Seu brilho foi aumentando até que um grande clarão de luz se abriu em minha frente. Eu só me lembro de ter acordado muito tempo depois, com minha mãe desesperada ao meu lado. Esse evento me transformou completamente. Deixei de ser uma criança desordenada e me vi extremamente focado. Deixei os brinquedos e os desenhos na TV para admirar um universo cheio de fadas, gnomos, dragões e gigantes. Aos doze anos eu já havia lido toda obra de Éliphas Lévi e aos quatorze passei pela experiência mais mágica de minha existência. Eu me refiro à consagração de uma bebida mágica de potência extraordinária: a ayahuasca. Muito tempo depois eu descobri que aquela estrela brilhando no céu era Sírius e aquele era um chamado do deus Seth. Isso definiria o rumo de meu caminho espiritual.

Meu primeiro professor na Arte Régia foi um amigo. Uma das primeiras lições que ele me ensinou foi sobre o poder inerente as palavras. Na verdade, quando o conheci ele havia acabado de escrever um livro, publicado particularmente, que nomeou de O Poder do Verbo. Era um ensaio altamente intricado e esotérico sobre o poder do verbo nos evangelhos. Ele não tomou consciência, mas para mim ler aquele ensaio foi como uma bomba explodindo dentro de minha cabeça. Um capítulo em especial me chamou muito atenção: Numerologia Qabalística. Tratava-se de um curto capítulo sobre gematria e como fazer cálculos simples. Ele trazia a seguinte tabela como exemplo para os cálculos:

A
1
N
50
B
2
O
70, 6
C
8, 20, 300
P
80
D
4
Q
100
E
5
R
200
F
6
Sh, S
300, 60
G
3
Th, T, Tz
400, 9, 90
H
5
U
6
I
10
V
6
J
10
W
6
K
20
X
90
L
30
Y
10
M
40
Z
90

Com essa tabela em mãos eu comecei a fazer os cálculos com meu próprio nome, tentando descobrir aproximações qabalísticas, mesmo que de forma bem rudimentar. Comecei pelo nome todo:

Fernando Passos Liguori

F
E
R
N
A
N
D
O
P
A
S
S
O
S
L
I
G
U
O
R
I
6
5
200
50
1
50
4
70
80
1
60
60
70
60
30
10
3
6
70
200
10

Total: 1046

A partir desse número, inúmeras possibilidades: 1+0+4+6=11. Este é o número da magia «magick». Ele tem profundo significado no sistema thelêmico. Representa a energia ódica em essência ou a Luz da Magia Sagrada. No AL, a deusa Nuit exclama: «Meu número é 11, conforme todos seus números que são nossos», o que é uma alusão direta a A\A\, ou Ordem da Estrela de PrataArgenteum Astrum – e seu Sistema de Graus. Nuit é o Grande Exterior, representada fisicamente como «Infinite Space, and the Infinite Stars» (i.e. I s i s). Isis é o espaço terrestre iluminado pelas estrelas; Nuit é o exterior ou espaço infinito, a imortal escuridão que é a fonte oculta da Luz. Ela é também em um sentido místico o Espaço Interior ou o Grande Interior.

Crowley sempre manteve uma atitude positiva considerando o fato importante que onze implica o Caminho de Aleph na Árvore da Vida, o Caminho que transmite a Luz de Kether, o Pai para Tiphereth, o Filho. Esse Caminho simboliza a transmissão da Luz Superna para o Magus «Chokmah» através da fórmula da Loucura Divina. O Caminho de Aleph é o Caminho da Sabedoria ou da Loucura. Aleph é soletrada – [la – totalizando 111; onze na grande escala. Onze é o número dos Qliphoth, o resíduo desequilibrado e descartado as Sephiroth. Na Tradição Oculta, o homem deve triunfar sobre estas forças desequilibradas em sua própria natureza antes que ele se transforme em um mestre magista. A fim de fazê-lo, primeiro deve evocar os Qliphoth, o que ele faz no traçar o Pentagrama invertido (a Estrela de Seth) após ter estabelecido sua supremacia mágica equilibrando em si mesmo os cinco elementos representados pelo Pentagrama com a ponta para cima (a Estrela de Nuit). O magista é em si o onze porque ele está para sempre fora e além da operação dos dez, i.e. os dois Pentagramas. Similarmente, a Besta com Sete Cabeças alcança sua apoteose no poder óctuplo chamado Baphomet, o glifo do andrógeno que oculta o segredo da fórmula secreta da Mudança através da polaridade sexual na forma humana. Esta é a fórmula da magia sexual baseada na Resurgência Atávica.[3]

No Livro de Thoth a letra «A» é atribuída a Primeira Chave, O Louco, e o número desta Chave é Zero. Nós assim alcançamos a raiz da fórmula chave de Crowley: 0=2, que é uma antiga fórmula Chinesa.[4]

A soma da Unidade (1) e seu reflexo (também 1) simbolizado pelo número 11 é a díada, o número Místico da Mulher, o divisor em dois (i.e. como mãe e criança). Para mulher é atribuída a letra Beth, que significa «casa» ou «ventre» e 2 é o seu número. Então onze, a forma dinâmica de dois, é o número da magia que utiliza as forças sexuais e a mulher para recriar a ilusão do universo.

O Selo Secreto da A\A\ é uma Estrela de onze partes; novamente. A Palavra da Lei anunciada por Aiwass é Thelema «Vontade» e é expressa no AL na frase de onze palavras «Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei!»

Existem onze linhas no lado oposto da Estela da Revelação que é o talismã mágico da Corrente Theriônica. A magia do Aeon de Horus consiste na realização da identidade de Kether «Nuit» e Malkuth «Hadit»; os números destas Sephiroth são 1 e 10 respectivamente. Sua união na consciência do magista produz Tiphereth, o Filho-Sol, Horus, Senhor do Aeon. A fórmula mágica da Grande Obra que é o processo de unir ambos na consciência é Abrahadabra, a Palavra de Poder de onze letras. Na Operação Cephaloedium Crowley descreve «O Forte» ou Casa de Horus, a «Casa de Deus» mencionada no AL como o «Aeon de onze torres». Em vista as referências de Crowley em relação à adoração de Shaitan como sendo equivalente a adoração de Had ou Hadit, é interessante comparar os onze templos conectados a seita dos devotos de Shaitan que ainda existem no deserto Sírio nas vizinhanças de Bagdá.

O nome mágico de Crowley na O.T.O. foi Baphomet, o nome óctuplo, Octinomos, o Mestre Magista. Baphomet também possui onze partes, conforme representado pela Cruz Baphomética. Ele simboliza as onze Sephiroth. «A Fórmula da Força é Onze-em-Um e Um-em-Onze, que é 418.»[5] Isso significa que Abrahadabra que possui a numeração de 418 (número da Grande Obra) é Uma Palavra consistindo de Onze letras – portanto Onze-em-Um. Achad, o centro ou coração de Abrahadabra é Hadit ou Shaitan; ele é também a palavra Caldeia que significa Um (Unidade): assim, Um-em-Onze.

São muitas as correspondências e os significados para o número 11. A soma total das letras de meu nome ainda somam outros números equivalentes, mas foge do escopo do presente texto apresentá-los completamente.

No entanto, eu nunca estive satisfeito com meu nome «Passos», que soma 331. Este é o número de ShYKA, «uma serpente» e ARSIS, «correntes de apego». Mas também, por permutação, 7, um número muito importante na Qabalah de Thelema e com relação direta ao Aeon sem Palavra. O Aeon de Zain (ou Seth), sem palavra, tipifica o Colégio Secreto conhecido como A\A\, cujas emanações provêm de Sírius.

Como utilizo meu nome, Fernando Liguori, ele soma 715 e por permutação, 13 e 4. Todos esses números são especialmente carregados com a Gnose Tifoniana. O número 13 é de especial relevância. Alem de ser o número da unidade AChAD ou «não-dualidade», é o reflexo de 31, AL, Deus ou Grat Old One.

Há muito tempo eu tenho uma preferência pelo número 718, por seus inúmeros significados. Na Qabalah de Thelema é o número de Shaitan-Aiwass, o foco do Culto Theriônico que canaliza a energia de Sírius «Shaitan» através da entidade praeter-humana conhecida como Aiwass.

São muitas as correspondências para serem incluídas neste ensaio. Essa é uma maneira simples de descobrir conexões qabalísticas para os nomes mágicos. Após fazer alguns testes com o seu nome de batismo, comece a se aventurar por nomes ou «conceitos» já existentes e que tenham valor na sua busca espiritual. Neste caso é possível se valer de uma outra ferramenta qabalística: o notariqon.

Notariqon deriva da palavra latina notarius, que significa taquígrafo. Com este método se constrói uma palavra totalmente nova a partir de outras já existentes, usando as letras iniciais ou finais destas palavras e combinando-as. Alternativamente pode-se formar uma frase tomando em separado cada letra de uma palavra dada incluindo cada letra em outra palavra.

A doutrina da Qabalah, como um sistema filosófico, se denomina Chokmah Nistorah, a «Sabedoria Secreta». Tomando a primeira letra de cada uma das duas palavras, obtemos «Chen», uma palavra hebraica que significa «Graças». A consequência é que o estudo desta sabedoria arcana da Qabalah nos dota com a Graça ou Shechinah dos deuses que estão no alto. Além disso, o método anterior de gematria pode ser aplicado ao processo de resultados do notariqon. A numeração de Chen é: x (8) + n (50) = 58, que é o valor numérico de ylyx «Chili», uma palavra que significa «Minha Fortaleza». As doutrinas qabalísticas são a força e o apoio da vida interior de um homem.

He é igual a h (5) + h (5) = 10. Existe uma palavra hkg «Gevoh», traduzida por «Voar», que também soma 10. Você pode reunir todos estes significados e resultados; o total lhe dá uma ideia do significado real do propósito da Sabedoria Secreta.

Existe outro método de permutação qabalística para se formular nomes mágicos conhecido como temurah. Trata-se de mudar as letras de uma palavra de acordo com esquemas definidos, substituindo-as por outras letras, anteriores ou posteriores no alfabeto, formando uma palavra totalmente nova. Como este é um método mais complicado e como este texto cumpre a finalidade de introduzir o tema a estudantes de início de carreira, não o abordarei.

Finalmente, seu nome mágico deve ser uma fórmula com o poder de programar o subconsciente e modificar os padrões e comportamento da mente no dia-a-dia, caso contrário, ele não terá valor Real. É chegado o tempo de superar o «ocultismo-fantasia» que marcou o hermetismo dos Sécs. XIX e XX para operarmos com fórmulas precisas que provoquem mudanças em nossa psique.


Bibliografia

CROWLEY. Aleister. Um Artigo sobre Qabalah. Tradução particular de Fernando Liguori.
GRANT, Kenneth. Aleister Crowley and the Hidden God. Skoob Books, 1992, Londres.
___________________. Hecate’s Foutain. Skoob Books, 1992, Londres.
___________________. Outside Circles of Time. Starfire, 2008, Londres.
___________________. Outer Gateways. Skoob Books, 1994, Londres.
REGARDIE, Israel. Um Jardim de Romãs. Fernando Zahar Editor, 2009, São Paulo.
PETERS, Gregory. The Magickal Union of East and West: The Spiritual Path to the New Aeon Tantra. Llewellyn Publications, 2014, Minnesota.




[1] Liber AL vel Legis, I:10. Doravante mencionado apenas como AL.
[2] AL III:9.
[3] Veja a primeira trilogia Tifoniana de Kenneth Grant: Magical Revival, Aleister Crowley and the Hidden God e Cults of the Shadow. Veja também, do mesmo autor, Beyond the Mauve Zone.
[4] (+1)+(-1), ou 2, quando unidos, anulam um ao outro se tornando o Nada. Esta é a expressão matemática da polaridade que está por trás da união dos opostos, as cargas ativas e passivas ou positivas e negativas de energia elétrica. É, portanto uma fórmula mística da magia sexual. Os antigos Chineses inventaram-na para explicar a emergência da manifestação (ou dualidade) do vazio (zero) e seu retorno a este estado após o ato de criação ter sido realizado.
[5] Veja The Magical Record of Beast 666.

2 comentários:

  1. Namastê*** Fernando Luguori... Meu nome é Maria e tive uma visão, onde eu ouvia uma voz feminina me chamar por Sekimithi... Poderia me ajudar a decifrar?

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  2. Olá, bom dia.

    Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.

    A gematria pode ajudar muito no entendimento de mensagens dessa natureza. Se quiser tenho um programa de tutoria que pode auxiliá-la no caminho.

    Amor é a lei, amor sob vontade.

    Às ordens.
    511 '.'

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